Mestre Marcelo
Comecei com a capoeira na idade de nove anos em Riberão Preto, São Paulo. Incentivado por meu irmão José Mario Cândido (Mestre Fumaça) dei meus primeiros passos no mundo da capoeira, na supervisão do Mestre Euclides (Mestre Oripim).
Nessa época, meu irmão não estava na cidade, por isso eu não podia ter começado com ele. Agradeço ao Mestre Oripim por me ensinar os primeiros movimentos, a ginga, o aú e outros.
Um ano depois, meu irmão voltou para nossa cidade e eu mudei para a academia dele. Mesmo assim, Mestre Oripim será sempre meu primeiro Mestre, que me mostrou uma filosofia de treino e ensino um pouco diferenciado e graças a isso me adaptei rapidamente com Mestre Fumaça que até hoje vive a capoeira 24 horas por dia, pois eu já tinha quase atingido o mesmo modo de vida. A Capoeira virou a prioridade da minha vida. As horas que passei na escola e o treino na academia determinaram a minha infância.
Em 1992, recebi a graduação de professor, mas me sinto aluno até hoje, pois quero aprender sempre coisas novas e estou enfrentando sempre novos desafios.
Em 1997, fui oficialmente graduado Contra-Mestre por meus mestres e o CBC. Meu próprio trabalho com essa arte luta é marcada pela filosofía de passar o mundo inteiro da capoeira aos alunos: a história, a tradição, o jogo de regional e angola, o canto, os instrumentos, tanto como o respeito da integridade física do parceiro, para fazer eles bons professores, respeitados e aceitos no mundo inteiro. Com essa arte luta, essa expressão de cultura, sempre tenho a oportunidade de representar a capoeira do Brasil em muitos países do mundo e fazer vários amigos.
No Brasil, pratica-se capoeira desde o século XVII. Ela tem as suas origens nas senzalas, onde era proibido os habitantes praticarem qualquer tipo de luta. Os movimentos foram modificados e escondidos na música e um tipo de dança, para que se pudesse praticar essa defesa pessoal.
Em 1993 viramos membro da CBC (Confederação Brasileira de Capoeira) para aproveitar do trabalho deles de fazer da capoeria um esporte nacional e receber a filosofía do povo de escravos que conquistou a liberdade lutando.
Aceita pelo IOC, a capoeira trabalha com as tecnicas da competição para virar um esporte olímpico.
O meu desenvolvimento pessoal na capoeira como esporte competitivo foi bem sucedida. Sou membro do time nacional, pentacampeão brasileiro (1995-2000) e 1996 fui nomeado melhor atleta (Capoeira) do ano pelo COB.
A melhor vantagem nesse esporte é que melhora a qualidade de vida: a coordenação motora, bons reflexos, habilidade, equilibrio mental, sociabilidade, flexibilidade e os instrumentos. Isso é a capoeira, a cultura, que se aprende com alegria e prazer.









